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Aqui postamos as resenhas de livros que lemos. Se desejar, mande-nos sua resenha pelo submit. Esperamos que gostem! Somos três: Julia, Jéssica e Tainá

Título: Sábado À Noite

Autor: Babi Dewet

Editora: Évora (Selo Generale)

Páginas: 334

Sinopse:

Essa é a nova edição de SAN, que foi lançado de forma independente em 2010, e hoje chega às livrarias pelo Selo Generale (Editora Évora). É o primeiro livro de uma trilogia repleta de amor, música e amizade. Amanda é popular na escola e os amigos do seu amigo de infância são considerados os ‘marotos’ do pedaço por desrespeitarem as regras. Tudo ao seu redor acaba desmoronando quando um amor mal resolvido volta à tona e a sua amizade é posta em prova. Se não bastasse, seu diretor resolve dar bailes aos sábados e uma misteriosa banda mascarada foi convocada pra tocar. Mas suas letras dizem tanto sobre ela… Afinal, quem são esses mascarados de Sábado à Noite?


Resenha:

Faz mais de uma semana que terminei de ler SAN e se eu disser que ainda não fiz a resenha por falta de tempo seria mentira, foi por preguiça mesmo. 
Seja como for, SAN é uma história adolescente, sobre adolescentes, conflitos adolescentes, emoções adolescentes, amores adolescentes e amizades adolescentes… entenderam o ponto chave? 
Pessoalmente eu acredito que logo no começo do livro o jeito que Babi Dewet escreve ainda é um pouco livre, um pouco amador, o que se explica pelo fato da história ter começado como uma fanfic, mas lá pelo décimo capítulo o amadorismo vai dando lugar a uma autora visivelmente mais experiente e que entende o que está escrevendo. 
Sábado À Noite é a história de um grupo de meninas metidas à besta e um bando de meninos desordeiros - conhecidos como marotos e é também sobre uma banda misteriosa que toca o que as garotas querem ouvir e o que elas viveram - e ninguém sabe quem é essa banda. SAN vai te fazer rir e lembrar dos seus amigos (sério é inevitável não comparar algum personagem da história a um do seu dia-a-dia). Babi Dewet tem uma narrativa fluente e divertida e que consegue capitar bem o universo jovem. Eu a conheci pessoalmente na Bienal - leia minha entrevista com ela aqui - e gostei bastante da ideia de uma autora brasileira jovem estar se lançando no mundo literário, e só agora com uma editora - ela ficou dois anos como independente - atualmente, a gente só tem lido best-seller internacional. Por que não apostar em autores Made In Brazil? 
Mas - sempre tem um mas - o que eu achei meio Sessão da Tarde na história é que todo mundo tem um parzinho, quer dizer, fica claro que uma pessoa está a fim da outra, e isso ocorre com todos os principais, o que dá uma impressão meio Disney, meio Sessão da Tarde, meio história pra criança, porque quando a gente tem sete anos, na nossa mente todo mundo tem que viver feliz para sempre - o que, dã, não é bem assim. Felizmente - ênfase nessa parte - o final do livro é compensador.
Li em algum lugar que o final de SAN era óbvio e fiquei me perguntando o que, para a pessoa que escreveu isso, é um final surpreendente, porque para mim as últimas páginas são incrivelmente inesperadas. 
Se eu gostei de SAN? Sim e inclusive meu livro está circulando pelas minhas amigas agora. Mas, claro, eu sou o tipo de leitora que gosta de livros às vezes melosos e às vezes sem sal nem açúcar, então é bem provável que um leitor de Harlan Coben venha me xingar por ter recomendado SAN à ele. 
SAN é até certo ponto democrático, por ser um livro jovem e atual, mas por outro lado pode ser chatinho pra quem gosta de tensão. 
PS: Sábado À Noite será uma trilogia… Eu quero ler tudo logo! Escreve, Babi, escreve!

Nota Final:

Capa: 7

Narrativa: 9

Enredo: 8

Originalidade: 8

Por: Tainá Alves


Título: Travessia (Crossed)

Autor: Ally Condie

Editora: Suma de Letras

Sinopse: 

Em busca de um futuro que pode não existir e tendo que decidir com quem compartilhá-lo, a jornada de Cassia às Províncias Exteriores em busca de Ky – levado pela Sociedade para uma morte certa –, mas descobre que ele escapou, deixando uma série de pistas pelo caminho. A busca de Cassia a leva a questionar o que é mais importante para ela, mesmo quando vislumbra um diferente tipo de vida além das fronteiras. Mas, à medida que Cassia tem certeza sobre o seu futuro com Ky, um convite para uma rebelião, uma inesperada traição e uma visita surpresa de Xander – que pode ter a chave para revolta e, ainda, para o coração de Cassia – mudam o jogo mais uma vez. Nada é como o esperado em relação à Sociedade, onde ilusão e traição fazem um caminho ainda mais confuso.

Resenha:

Quando terminei de ler Travessia, realmente fiquei decepcionada.  Talvez porque o primeiro livro me fez criar altas expectativas, mas a continuação de Destino, realmente parece uma enrolação. Você começa a ler, e já sabe o final, e o livro inteiro possui sempre as mesmas expectativas.

Uma coisa que realmente pode salvar o livro é o romance. Mas mesmo assim, é um romance feito de ilusões, que realmente faz o leitor acreditar em coisas clichês e que nunca vão acontecer na vida real. O livro sai totalmente do que podemos chamar de uma história ‘’possível’’.

O amor nesse livro não tem limites, vamos dizer que todo primeiro amor é assim, mas esse ultrapassa todas as leis expostas pela comunidade, e acabam dando um tiro de olhos fechados. 

A moral da historia seria, corra atrás do seu amor, mesmo que você tenha que morrer de desidratação? Perdoem minha frieza, ou meu excesso de realismo. Mas minha opinião nesse livro foi baseada neles.

O que me chamou mais atenção foram os poemas, a descoberta de relíquias, e livros que não existiram mais na época, que é o futuro. Acho que isso é o que eu cheguei a achar diferente, talvez até interessante. 

Não vou comentar o fato de o futuro da sociedade estar nas mãos de um adolescente, apaixonado.

Eu realmente prefiro histórias mais realistas, mas posso recomendar esse livro para aqueles que gostam de paixões/histórias impossíveis e versos clichês.

Nota Final:

Capa: 8

Narrativa: 7

Enredo: 6

Originalidade: 6

Por: Julia Distler


Título da saga: Faeriewalker

Autor: Jenna Black

Editora: Universo dos Livros    

Sinopse (resumo geral do que falam os livros)

Dana Hathaway vive nos EUA com a mãe, que está quase sempre completamente bêbada para entender o que acontece ao seu redor. Quando Dana decide fugir de casa para encontrar seu misterioso e desconhecido pai em Avalon - a única cidade onde o mundo real e o mágico (Faerie) se cruzam  -, ela não sabe no que está se metendo. É a partir daí que toda a história se desenrola e, aos poucos, Dana começa a perceber que suas expectativas de ser cuidada pelo pai como se fosse uma criança - o que nunca lhe aconteceu, já que desde os 4 anos ela cuida da mãe alcoólatra -  não poderiam estar indo de mal à pior. No meio disso tudo ela descobre que é um ser mágico, conhecido como Faeriewalker e cobiçado por todo o mundo político de Avalon e de Faerie, por ter o poder de levar magia ao mundo mortal e tecnologia ao mundo mágico.

Resenha:

Parece meio vago falar sobre uma série não tão conhecida, mas me pareceu uma escolha melhor do que individualizar as resenhas. Na respectiva ordem, os títulos são: Glimmerglass - o encontro de dois mundos, Shadowspell - o misterioso reino de Avalon e Sirensong - o perigoso chamado da rainha.

De qualquer maneira, Faeriewalker é mais uma série de YA (Young Adults), e particularmente eu não aguento mais ver esse tipo de YA’s, quer dizer, a história é sempre bem previsível: a garota problemática vai para a escola e encontra o garoto sexy e reservado, então descobre que, de alguma forma, ela tem poderes mágicos ou que ele os tem. Entretanto, esta não é uma série que segue essa linha de raciocínio. Primeiramente, porque não há nenhuma escola - o que é muito bom. E nenhum dos garotos que aparecem ao longo do livro são minimamente reservados - pra falar a verdade eles são bem atiradinhos. 

Todos os livros são carregados de humor - e dos bons. Às vezes, mesmo em um momento tenso da história, alguém solta alguma ironia e você começa a rir histericamente, graças à tensão que se acumulara. Sim, Dana é a encarnação do sarcasmo.

Bem, os personagens são cheios de personalidade. No primeiro livro, Dana conhece aqueles que se tornarão seus melhores amigos, e algo mais também: Kimber, Ethan e Keane. Kimber tem 17 anos e já está no segundo semestre da faculdade, por ser extremamente inteligente. Ethan é sedutor - e meio galinha - e possui uma incrível habilidade com magia.  Já Keane é um bad boy sarcástico e lindo que dá aulas de defesa pessoal para Dana. E Dana é o tipo de pessoa que daria a alma para proteger quem ama, o que só aumenta a tensão. Mas tem um ponto da história que não gostei, não irei revelar aqui porque é um spoiler bem grande, só posso dizer que me lembrou e muito a série Os Imortais e a relação entre Damen e Ever (leia a resenha do primeiro livro aqui). 

O ponto forte nesses livros é a forma como Jenna escreve, sua narração é completa, bem-humorada e facilmente compreensível, o que para mim é essencial num livro, na verdade, esses três itens são o que chamo de uma narração perfeita. Por isso a leitura flui.

Dos livros em si não tenho muito a dizer, eles são bem diferentes entre eles e meu favorito é o terceiro - Shadowspell, o perigoso chamado da rainha -, porque a tensão vai se acumulando e mesmo assim você ri. 

Bem eu me apaixonei pela série e realmente não sei como expôr isso em palavras. Para quem gosta de YA’s é uma leitura que não pode faltar, mas já aviso, se você prefere realismo, não encontrará aqui.

PS: a autora escreveu um book novel, chamado Remedial Magic, que até onde sei conta uma maneira que Kimber encontrou de sair da sombra do irmão Ethan, que é um prodígio em magia, mas ainda não lançou no Brasil.

Nota Final:

Capas: 10 (a que mais gosto é a de Glimmerglass, e todas elas tem pontinhos de strass)

Narrativa: +10 

Enredo: 9 

Originalidade: 8

Por: Tainá Alves


Título: Imagine ”Crescendo com o meu irmão John Lennon”

Autora: Julia Baird

Editora: Editora Globo

Páginas: 328

Sinopse:

Imagine só - Crescendo com meu irmão John Lennon, de Julia Baird, não segue a tendência das biografias “definitivas”, baseadas numa pesquisa exaustiva e no objetivo de reproduzir a vida do biografado com toda minúcia. Paradoxalmente, porém, pela proximidade da autora com o biografado, esta é uma biografia ao mesmo tempo mais e menos minuciosa. Menos, ao não ser extensiva a toda a vida do biografado, e mais, ao se basear, para o período e os aspectos que aborda, na memória direta e nas informações de primeira mão da autora. Além de um índice remissivo não apenas de nomes, mas também de momentos/situações chave na vida de Lennon, o livro conta com prefácio e posfácio da autora ? e com uma amostra generosa de sua coleção particular de fotografias familiares inéditas.

Resenha:

Como fã de Beatles eu não pude deixar de gostar desse livro,  ele foi escrito pela irmã por parte de mãe de John Lennon, chamada Julia. Depois de Yoko ter confundido a imprensa com histórias falsas do Beatle, Julia quis contar o que realmente aconteceu, assim, publicou esse livro.

Um dos Hobbies da família Lennon era a arte, claro, e desde pequena Julia escrevia sobre seu dia na escola,  as brincadeiras que fazia na rua, etc. E isso foi aperfeiçoando sua escrita, e sinceramente, hoje em dia ela escreve bem melhor que muitos autores de bestsellers. Pelo jeito, não era apenas John que tinha esse talento com as palavras, que é demonstrado pelas suas músicas.

O que me chama bastante atenção no livro é como Julia descreve sua mãe, também chamada Julia. Ela fala de seus cabelos, de sua alegria, de sua loucura, descreve a sua mãe como a melhor mãe do mundo, aquela que deixa você ficar ‘’mais alguns minutos’’ brincando com os seus amigos na infância. Com a morte de sua mãe, o livro entra numa parte bem escura, que todo mundo que já perdeu alguém entenderia. Assim, foi criada a música Julia – The Beatles, dedicada a mãe perdida de John Lennon.

As fotos que o livro possui são bem escolhidas, mostra Lennon em cada etapa de sua vida, desde quando ele era uma criança, nos passeios escolares até a época que ele teve sua primeira esposa, depois a segunda (Yoko), e também mostra os Beatles.

Acho esse livro mais que uma biografia, pois eu realmente consegui ‘’viajar’’ para Liverpool e sentir como era a infância deles, e por tudo que eles passaram, e não tem como chorar no final, isso eu te garanto.

Os fãs de Beatles e do Lennon vão amar.

Nota Final:

Capa: 10

Narrativa: 10

Enredo: 9

Originalidade: 10

Por: Julia Distler



Título: Refúgio (Shelter)

Autor: Harlan Coben

Editora: Arqueiro

Número de páginas: 224

Sinopse:

Apresentado ao público pela primeira vez no suspense Alta tensão, Mickey Bolitar se vê obrigado a ir morar com seu tio Myron, um ex-agente do FBI, após testemunhar a morte do pai e internar a própria mãe numa clínica de reabilitação. 

Agora o rapaz precisa se esforçar para conviver com o tio, de quem nunca gostou muito, e ainda se adaptar ao novo colégio. Para sua sorte, ele logo arruma uma namorada, a doce Ashley, que também é nova na escola. Quando sua vida parece estar entrando nos eixos, o destino lhe reserva uma surpresa: Ashley desaparece misteriosamente. 

Determinado a não perder mais uma pessoa importante em sua vida, Mickey contará com a ajuda de seus novos amigos, os excêntricos Ema e Colherada, para seguir o rastro da namorada. 

Para piorar, uma idosa reclusa da vizinhança lhe conta que seu pai ainda está vivo, sem dar maiores explicações. Quando esses dois mistérios se cruzam, Mickey descobre que está envolvido numa rede de intrigas que o levará a questionar a vida que acreditava ter. 

Perspicaz e esperto como o tio Myron, Mickey está disposto a fazer tudo o que for preciso para salvar as pessoas que ama.

Resenha:

Refúgio é o primeiro livro da série Mickey Bolitar, o segundo leva o nome de Seconds Away, e será lançado em setembro nos EUA. Não comentarei aqui sobre o enredo, pois vocês já podem ter uma ideia do que se trata o livro lendo a sinopse acima, e, se eu falar mais coisas, acabarei estragando o clima de suspense.

A leitura é fácil e rápida, e eu li Refúgio em um dia. Considerando-se que ele é narrado por Mickey Bolitar, um adolescente de 15 anos, a linguagem é jovem e bem divertida, o que torna a leitura mais agradável e, como acabei de dizer, mais rápida. Em vários momentos do livro, dei boas risadas, principalmente por causa de Ema (minha personagem favorita) e Colherada, ambos amigos de Mickey.

A história é muito boa, mas não é, nem de longe, a melhor do autor. Ainda tem suspense (mas ele demora para aparecer), os personagens ainda são bem construídos e as histórias se interligam de um modo impressionante, mas se você nunca leu Harlan Coben e decidir ler um livro dele, eu te aconselho a não começar por Refúgio.

Além do mais, o final - nem é um final direito - só me deixou mais curiosa, pois terminou de um jeito impressionante, e como vai ter a continuação, nem todos os mistérios foram resolvidos. Agora só me resta aguardar a continuação.

Leia um trecho do livro clicando aqui.

Nota final:

Capa: 10

Narrativa: 10

Enredo: 9,5

Originalidade: 9,5

Por: Jéssica Sartori


Título: O Diário de Anne Frank

Autora: Anne Frank (Editado por Otto Frank e Mirjam Pressler)

Editora: Record

Páginas: 349

Sinopse: 

12 de junho de 1942 - 1° de agosto de 1944. Ao longo deste período, a jovem Anne Frank escreveu em seu diário toda a tensão que a família Frank sofreu durante a Segunda Guerra Mundial. Ao fim de muitos dias de silêncio e medo aterrorizante, eles foram descobertos pelos nazistas e deportados para campos de concentração. Anne inicialmente segui para Auschwitz e mais tarde para Bergen-belsen.

Resenha:

O Diário de Anne Frank foi escrito durante a segunda Guerra mundial, quando Anne e mais alguns judeus se escondiam no porão de uma casa.

O que eu mais gostei no livro foi ver as mudanças que Anne passou, tendo que ficar afastada do mundo inteiro, da natureza que ela tanto gostava, e principalmente, das suas amigas, que a maioria delas foi levada pelos nazistas. Ela cresceu muito, psicologicamente também, enquanto ficava escondida.

Ela era um tanto teimosa, difícil de lidar, mas teve que aprender a lidar não só com os outros, mas com ela mesma, mas nem todo mundo tem paciência pra aguentar as mesmas pessoas por anos.

E onde tem um menino e uma menina, é claro que vai ter um romance. O romance entre Peter e Anne era abraços e beijos, Anne não demonstrava querer continuar com esse romance por muito tempo, o que tornava deles apenas um ‘’namoro de infância’’, em minha opinião.

Uma escritora amadora, ela escrevia no seu diário e fazia alguns contos, mas escrevia muito bem, pretendia ser uma jornalista e fazer diferença no mundo, esperava sair viva, ser livre e mostrar a todos quem Anne Frank era honrando sua religião também.  Anne foi uma menina sonhadora, que teve seus sonhos derrubados pela guerra.

‘’São tempos difíceis para os sonhadores’’ - O Fabuloso Destino de Amelie Poulain

E naquela época, também era para a pequena Anne Frank.

P.S: Recomendo esse livro para pessoas que gostam de História também.

Nota Final:

Capa: 9

Narrativa: 10 

Enredo:

Originalidade: 10

Por: Julia Distler




Título: A Garota da Capa Vermelha 

Autor: Sarah Blakley-Cartwright - baseado no roteiro de David Leslie Johnson

Editora: ID

Páginas: 339

Sinopse:

O corpo de uma garota é descoberto em um campo de trigo. Em sua carne mutilada, marcas de garras. O Lobo havia quebrado a paz. Quando Valerie descobre que sua irmã foi assassinada pela lendária criatura, ela acaba mergulhando de forma irreversível em um grande mistério que vem amaldiçoando sua aldeia por gerações. A revelação vem com Father Solomon: o Lobo habita entre eles — o que torna qualquer pessoa do vilarejo suspeita. Estaria Peter, sua paixão secreta desde a infância, envolvido nos ataques? Ou seria Henry, seu noivo, o Lobisomem que assola as redondezas? Ou, talvez, alguém mais próximo? Enquanto todos estão à caça da besta, Valerie recorre à Avó em busca de ajuda; ela dá à neta uma capa vermelha feita à mão e a orienta através da rede de mentiras, intrigas e decepções que vem controlando o vilarejo por muito tempo. Descobrirá Valerie o culpado por trás do lobo antes que toda a aldeia seja exterminada? A Garota da Capa Vermelha é uma nova e arrepiante versão do clássico conto. Nela, o final feliz poderá ser difícil de ser encontrado.

Resenha:

Há algum tempo – leia-se muito tempo – um dos followers daqui pediu uma resenha do livro A Garota da Capa Vermelha. Na época, a única que tinha lido era Jéssica, mas já fazia tempo o suficiente para que ela não se lembrasse de qualquer detalhe, então eu decidi assumir a resenha. O que aconteceu foi que juntando livros que já estavam empoeirando na estante e trabalhos da escola, a leitura de A Garota da Capa Vermelha ficou atrasada. Acho que o follower já até leu, mas, como promessa é dívida, aqui está a resenha do livro:

A Garota da Capa Vermelha é um dos raros livros que pode ser definido numa única palavra. No caso: surpreendente.

Fugindo ao normal, o livro foi escrito para que o filme pudesse ser desenvolvido, então a história é baseada num roteiro. Então quando peguei-o para ler, eu já fazia alguma ideia do enredo, mas mesmo assim o final manteve-se uma incógnita até o último instante.

Basicamente, a história é sobre um lobo que amedronta um vilarejo. E sobre uma garota, Valerie. A única que entende o lobo. A que o viu pela primeira vez aos sete anos. A que teve a irmã morta pelo monstro.  

Logo no começo, surgem alguns personagens intrigantes, como Peter. Por que ele tinha ido embora? A Avó. Por que ela vive isolada? Ou Claude. Por que ele é sempre tão estranho? Então você se vê tentando descobrir quem é o Lobo, afinal o ultimato fora dado pelo caçador de lobisomens, Father Solomon: o lobo era um habitante da aldeia.

O caçador, é chamado pelo padre da aldeia logo depois da morte de Lucie – irmã da Valerie- e, bem, talvez seja ele o grande demônio na estória. Sem spoilers.

De qualquer maneira, o enredo é ótimo e mostra-se uma alegoria da nossa boa e velha Chapeuzinho Vermelho, onde o lobo é um lobisomem, a garotinha uma mulher confusa e corajosa, o caçador um homem mal e autoritário e a vovozinha uma senhora misteriosa.

Bom, como boa observadora o que posso destacar é que a escrita não é muito fluente e não raramente vem carregada de drama excessivo. Fora isso, como leitora, acho que se trata de um bom livro. Que indico, mas como na própria sinopse diz: “O final feliz poderá ser difícil de ser encontrado.”

É isso. Divirtam-se lendo.

PS: há um capítulo extra na internet, que, na verdade, não muda muito as coisas. O link do capítulo vem nas últimas páginas do livro. Mas, claro, eu não irei revelá-lo aqui. Guardem sua curiosidade.

Nota final:

Capa: 10 (diz que não é linda?)

Narrativa: 7

Enredo: 10

Originalidade: 8

Por: Tainá Alves


The Girl Who Came Home - Hazel Gaynor

Autor: Hazel Gaynor

Editora: Kindle Edition 

Número de páginas: (Não dá pra saber o número de página porque o livro só foi publicado no Kindle)

Sinopse:

Inspirado em fatos reais em torno de um grupo de emigrantes irlandeses que navegaram na viagem inaugural do RMS Titanic, The Girl Who Came Home é uma história de amor duradouro e perdão, que mede setenta anos. É também a história do navio mais famoso do mundo, cujo trágico legado continua a cativar os nossos corações e as imaginações de cem anos depois que ela caiu no fundo do oceano Atlântico, com uma perda tão devastadora da vida. Em uma vila rural da Irlanda em abril de 1912, 17 anos, Maggie Murphy está ansioso com a viagem para a América. Enquanto os outros treze ela vai viajar com ela de Freguesia antecipar uma vida de prosperidade e oportunidades - incluindo o seu estrito tia Kathleen quem será seu acompanhante para a viagem - Maggie é perturbada por estar deixando Séamus, o homem que ama com todo seu coração. Como os carros barulhentos para fora da aldeia, ela agarra um pacote de cartas de amor no bolso do casaco e espera que Séamus será capaz de se juntar a ela nos Estados Unidos em breve. Em Southampton, Inglaterra, placas de Harry Walsh Titanic como um Steward Terceira Classe, animado por estar trabalhando neste magnífico navio. Após a parada de embarque final, na Irlanda, Titanic vapores em todo o Oceano Atlântico. Harry se torna amigo de Maggie e os seus amigos do grupo irlandês; seus espíritos são elevados ea vida a bordo é muito maior do que qualquer um deles poderia ter imaginado. Ser amigável com Harold Bride, um dos operadores de rádio de Marconi, Harry se oferece para ajudar Maggie enviar um telegrama para casa Séamus. Mas na noite de 14 de abril, quando o Titanic bate num iceberg, mensagem de Maggie é apenas parcialmente transmitida, deixando Séamus confusos com o que lê. À medida que a escala do desastre se desenrola, a sorte eo amor vai decidir o destino dos emigrantes irlandeses e aqueles cujas vidas eles tocaram a bordo do navio.Em circunstâncias inimagináveis, Maggie sobrevive, três dias depois de chegar em Nova York no Carpathia navio de resgate. Ela só tem a camisola que ela está vestindo, uma pequena caixa e um casaco emprestado, ao seu nome. Ela não fala de Titanic novamente por setenta anos. Em Chicago, de 1982, Butler Graça 21 anos de idade fica atordoado ao saber que seu grande Nana Maggie navegou em Titanic e se prepara para escrever a história de Maggie como uma forma de ressuscitar sua carreira jornalística. Quando é publicado, Grace recebe um telefonema surpreendente, a partir de uma cadeia de eventos que irão revelar o paradeiro de letras que faltam Maggie amor eo destino daqueles que navegou com setenta anos atrás. Mas não é até que uma última viagem de volta à Irlanda, que a extensão dos segredos do Titanic são revelados e Maggie é capaz de finalmente fazer as pazes com seu passado.

Resenha:

Titanic. O grande navio que afundou levando pessoas, sonhos, alegrias e esperanças. O livro foi inspirado em histórias reais, pessoas que perderam a vida na tragédia do dia 14 de abril de 1912.

A autora conta a vida de Maggie, mas também fala sobre sua bisneta, Grace. Há flashbacks durante a história inteira, visões de medo e desespero que aconteceram em poucas horas, mas há também a superação de mortes e de um recomeço duma vida inteira que foi engolida pelo mar.

Ao mudar de época inesperadamente, a autora me deixou confusa, mas ela permaneceu com um ar sereno ao explicar os costumes de antigamente, que deixou o livro doce em meio de tantas tragédias.

Cartas antigas trazem lembranças, outras perdidas, vão sendo encontradas , as duvidas do passado vão sendo respondidas, pessoas reencontradas, amores revividos. 

O livro mostra que amores perdidos, deixados a kms para trás, podem voltar, que a vida pode ter lágrimas mas um dia elas vão secar, assim como há um inverno, há um verão, as flores vão crescer, a alegria vai renascer. Irá ter um período na nossa vida que em meio de tantas lembranças indesejaveis, encontraremos um ponto de paz.

Essa é a tradução do livro em breves palavras, ele realmente é a brisa de verão com lembranças de uma tempestade de chuva forte. Eu não posso falar muito pois a história do Titanic me encanta de várias maneiras mesmo sendo um tanto trágica, mas lendo o livro, você irá me entender.

Nota final:

Capa:8,5

Narrativa: 9,5

Enredo: 10

Originalidade: 9,5

Por: Julia Distler


Título: Quando Ela Se Foi (Long Lost)

Autor: Harlan Coben

Editora: Arqueiro

Número de páginas: 256

Sinopse:

Um dos autores mais premiados e lidos no mundo, Harlan Coben traz uma nova história com o carismático Myron Bolitar em uma busca frenética por três continentes.

Dez anos atrás, Myron Bolitar e Terese Collins fugiram juntos para uma ilha. Durante três semanas, eles se entregaram um ao outro sem pensar no amanhã.

Depois disso, eles se reencontraram apenas uma vez, quando Terese ajudou Myron a salvar seu filho e então foi embora, sem deixar vestígios. Agora, no meio da madrugada, ela telefona: “Venha para Paris.”

Terese pede a ajuda de Myron para localizar o ex-marido, Rick Collins, que telefonara depois de anos implorando que ela o encontrasse na capital francesa. Eles logo descobrem que Rick foi assassinado e que Terese é a principal suspeita.

Porém algo ainda mais atordoante é revelado: perto do corpo havia longos fios de cabelo louros e uma mancha de sangue que o exame de DNA revelou pertencer à filha do casal. Só que sua única filha morrera em um acidente de carro muitos anos antes.

Logo Myron se vê perseguido nas ruas de Paris e de Londres. As agências de segurança de quatro países parecem querer as mesmas informações de que ele precisa para desvendar a morte de Rick e o destino da filha que Terese pensava ter perdido para sempre.

Em uma busca desesperada, Harlan Coben cria um mundo de armadilhas imprevisíveis em que conflitos religiosos, política internacional e pesquisas genéticas se mesclam a amizade, perdão e a chance de um novo começo.

Resenha:

Não se deixe enganar pela capa do livro. Paris, a Cidade Luz, muito romântica e tal. O livro é de investigação policial com um pouco de suspense, apesar de que o amor aparece algumas vezes. Na minha opinião, não é o melhor livro do Harlan Coben, apesar de que a história é muito boa e que final  me encantou – assim como acontece com todos os livros desse autor.

Quando Ela Se Foi é mais um dos livros da série de Myron Bolitar. Nesta história, ele recebe um telefonema de Terese Collins, a mulher com quem ficou em uma ilha, dez anos atrás. Agora, nesse telefonema, ela pede que Myron vá até Paris. Depois de hesitar se deve ir ou não, Myron acaba indo ao encontro de Terese.

Então, os dois descobrem que o ex-marido de Terese, Rick Collins, foi assassinado e que o sangue e os fios de cabelo encontrados no local pertencem à filha do casal. Porém, sua única filha morrera anos atrás. E um problema maior surge: Terese se torna principal suspeita do crime.

Tentando descobrir se a garota está mesmo morta, Myron, seu amigo Win e Terese fazem uma extensa busca, indo de Paris até Londres, tudo para descobrir a verdade. Eles entram em várias encrencas que envolvem questões religiosas, terrorismo e até tortura. Apesar de ser um livro do gênero policial, em diversas partes da narrativa dá para perceber o amor entre Myron e Terese.

”- Eu te amo – disse ela.

Assim, sem rodeios. Encarando-me abertamente. Linda. Vulnerável e ao mesmo tempo forte. Tive a impressão de que algo em meu peito levantava voo. Fiquei ali, imóvel, temporariamente desprovido do dom da fala.”

Página 115

Uma coisa que não posso deixar de comentar é sobre Win. Ele sempre deixa as histórias do Myron Bolitar bem melhores e engraçadas. Win Mee encanta (quem leu o livro vai entender o trocadilho, haha).

Nota final:

Capa: 9

Narrativa: 9,5

Enredo: 9

Originalidade:  10

Por: Jéssica Sartori


Título: Cilada (Caught)

Autor: Harlan Coben

Editora: Arqueiro

Número de páginas: 271

Sinopse:

Haley McWaid tem 17 anos. É aluna exemplar, disciplinada, ama esportes e sonha entrar para uma boa faculdade. Por isso, quando certa noite ela não volta para casa e três meses transcorrem sem que se tenha nenhuma notícia dela, todos na cidade começam a imaginar o pior.

O assistente social Dan Mercer recebe um estranho telefonema de uma adolescente e vai a seu encontro. Ao chegar ao local, ele é surpreendido pela equipe de um programa de televisão, que o exibe em rede nacional como pedófilo. Inocentado por falta de provas, Dan é morto logo em seguida.

Na junção dessas duas histórias está Wendy Tynes, a repórter que armou a cilada para Dan e que se torna a única testemunha de seu assassinato. Wendy sempre confiou apenas nos fatos, mas seu instinto lhe diz que Mercer talvez não fosse culpado. Agora ela precisa descobrir se desmascarou um criminoso ou causou a morte de um inocente.

Nas investigações da morte de Dan e do desaparecimento de Haley, verdades inimagináveis são reveladas e a fragilidade de vidas aparentemente normais é posta à prova. Todos têm algo a esconder e os segredos se interligam e se completam em um elaborado mosaico de mistérios.

Harlan Coben mais uma vez deixa o leitor sem ar. Cilada fala de culpa, luto e perdão em uma trama repleta de reviravoltas surpreendentes. Nada é o que parece e tudo pode ser desfeito até a última página.

Resenha:

Assim como está escrito na sinopse, Cilada me deixou sem ar. Eu me emocionei muito com o final, porque, apesar de ser um livro de suspense/investigação policial, ele tem um lado humano muito marcante.

O enredo é a junção de várias histórias que, no final, interligam-se. Em uma dessas histórias está Haley McWaid, uma adolescente feliz e normal que desaparece misteriosamente, e correm boatos de que ela pode estar morta, já que três meses se passam sem sequer uma notícia da garota. Em outra dessas histórias, está Wendy Tines, repórter da NTC News, que em seu programa atrai pedófilos para desmascará-los em rede nacional. Dan Mercer é quem é flagrado por Wendy quando essa se passa por uma garota de 13 anos para armar uma cilada para ele. Depois disso, Dan é inocentado e a repórter começa a ficar em dúvida se ele é mesmo um pedófilo.

Enquanto suas dúvidas - e a culpa de ter destruído a vida de um possível inocente - a atormentam, Wendy tem que aprender a perdoar pessoas que destruíram sua vida e aprender a pedir perdão àquelas que ela mesma pode ter destruído. O livro nos ensina uma ótima lição sobre mentiras, traições, culpa e perdão. É como ele mesmo diz: “Ninguém consegue escapar das próprias mentiras.”

A narrativa é ótima, eu ficava cada vez mais ansiosa para desvendar os mistérios de Cilada. Amei a protagonista - a repórter Wendy Tines -, e o enredo é incrível, com todas essas histórias se interligando e muitas dúvidas - que são reveladas de forma intensa - sobre até que ponto as pessoas são inocentes, ou não.

Livro mais que recomendado, assim como os demais do Harlan Coben.

Nota final:

Capa: 9

Narrativa: 10

Enredo: 9

Originalidade: 10

Por: Jéssica Sartori