Biblioteca de Livros Roubados
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Aqui postamos as resenhas de livros que lemos. Se desejar, mande-nos sua resenha pelo submit. Esperamos que gostem! Somos três: Julia, Jéssica e Tainá

Título: Anna e o beijo francês (Anna and the French kiss)

Autora: Sthephanie Perkins

Editora: Novo Conceito

Páginas: 288

Sinopse:

Anna Oliphant tem grandes planos para seu último ano em Atlanta: sair com sua melhor amiga, Bridgette, e flertar com seus colegas no Midtown Royal 14 multiplex. Então ela não fica muito feliz quando o pai a envia para um internato em Paris. No entanto, as coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um lindo garoto -que tem namorada.Ele e Anna a se tornam amigos mais próximos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Anna vai conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer? 

Resenha:

Anna e o Beijo Francês é o típico livro ao qual não falta nada: há romance, sátiras, humor, drama na medida certa, frases lindas e também há Paris, e me diz, quem é que resiste a Paris?

 “Pelo menos as pessoas na minha nova escola falam inglês. Foi fundada por americanos pretensiosos, que não gostam da companhia dos próprios filhos. É sério. Quem manda os filhos para um internato? É tão Hogwarts. Só que no meu não tem feiticeiros bonitinhos, balinhas mágicas ou aulas de vôo.”

Tudo bem que talvez a capa deixe a desejar, mas estou aqui para discutir a escrita de Perkins e não o design da capa.

De qualquer forma, eu terminei de ler Anna e o Beijo Francês com uma enorme vontade de amar, de pular, de cantar e de… dançar, logo eu que odeio dançar. Mas também não seria por menos, a narrativa de Perkins é impecável, leve e fluente. E, como li nos comentários de orelha:

“Ninguém captura com mais exatidão a pergunta estimulante e exaustiva ‘mas ele gosta de mim?!’ do que Sthephanie Perkins. Uma leitura deliciosa.”

Justina Chen Headley, autora de North Of Beautiful

 A Anna, gente, ela é tão fofa. Ela é apaixonada por cinema, não faz o tipo frescurenta e sente como se nunca tivesse beijado ninguém de verdade. Eu a adorei.

E, ah meu Deus, Étienne… Étienne. Sabe aquele cara perfeitinho, lindo, certinho e decidido? Bem, St. Clair não é assim! Ele não penteia o cabelo, tem os dentes levemente tortos, mata aula e decididamente é inseguro. Mas é impossível não se apaixonar, é impossível não desejá-lo.

As outras personagens também são muito bem construídas, tem aquele cara idiota, tem a melhor amiga que te xinga de todos os nomes existentes ou não, mas que te ama, tem aquela garota que dá em cima de quem você ama, tem aquele casal imperfeito, caramba, tem praticamente tudo. Elas são tão palpáveis, tão reais e cotidianas, que, eu pelo menos, me senti na minha própria escola – fora que lá não tem nenhum Étienne, infelizmente. Não vou falar mais dos personagens para não soltar spoilers, mas, enfim, acho que amei todos, até os mais eu-vou-ferrar-com-a-vida-das-personagens-principais. Sério mesmo.

Anna também descobre várias coisas a respeito do conceito “lar”, coisas que interessam a todos nós, àqueles que não se sentem em paz no lugar que chamam de casa.

 “Sinto falta de Paris, mas lá não é minha casa. É mais algo do tipo sentir falta…disso. Desse calor pelo telefone. É possível que lar seja uma pessoa e não um lugar? Bridge costumava ser meu lar. Talvez St. Clair seja meu novo lar. {…} Isso é estar em casa. Nós dois.”

E, caramba, eu até aprendi um pouco de francês!

Então o que queria dizer à minha querida Perkins é: merci, merci, merci beaucoup! Ah, também gostaria de perguntar onde encontro macarons fora da França, porque a narrativa dos cafés e bistrôs – ou qualquer que seja o nome que os franceses dão a estes – me deu água na boca.

Enfim, para quem gosta de boas risadas e tem tempo livre – afinal é impossível para de devorar as páginas de Anna e o Beijo Francês – digo: leia!

E só digo isso, porque não tenho como explicar mais nada e você só conseguirá entender meu êxtase ao ler.

Nota final:

Capa: 7

Narrativa: 10

Enredo: 9,5

Originalidade: 9,5 (tudo bem que a história não é das mais originais, mas Perkins a captou de uma maneira incrível)

Por: Tainá Alves


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